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Montblanc celebra 120 anos de escrita e um século de marroquinaria em São Paulo

Evento na Soho House reuniu instalações trazidas da Alemanha, experiências de caligrafia e peças que percorrem a evolução da Maison dos instrumentos de escrita aos artigos de couro

Foto de Gabriel Zorante
Foto: Divulgação

A Montblanc reuniu convidados na Soho House São Paulo para celebrar dois marcos de sua história: 120 anos ligados à cultura da escrita e 100 anos de atuação em artigos de couro. A experiência realizada em 3 de novembro trouxe ao Brasil instalações vindas da Alemanha, peças de marroquinaria e atividades dedicadas à caligrafia e ao processo criativo da Maison.

Um dos destaques foi a Árvore da Escrita, instalação que percorre a relação da Montblanc com o ato de escrever. O espaço recebeu ainda a escrivaninha de Marco Tomasetta, diretor artístico da marca desde 2021, apresentada como uma aproximação ao processo de criação, materiais e referências utilizados no desenvolvimento das coleções.

Os convidados também participaram de experiências de caligrafia e puderam escrever e enviar cartões-postais durante o encontro. A proposta conectou a origem da companhia nos instrumentos de escrita à expansão posterior para outras categorias de luxo.

Couro entrou na história da Montblanc em 1926

A Montblanc surgiu em 1906 a partir do desenvolvimento de uma caneta-tinteiro criada para dispensar a necessidade constante de mergulhar o instrumento em um tinteiro. Duas décadas depois, em 1926, a empresa produziu seus primeiros estojos de couro destinados a proteger e transportar as canetas durante viagens.

Esse movimento marcou o início da atuação da Maison em marroquinaria, área que completa 100 anos em 2026. Ao longo do período, a categoria passou de acessórios funcionais ligados aos instrumentos de escrita para bolsas e outros artigos de couro.

Sob a direção artística de Marco Tomasetta, a companhia vem explorando essa ligação entre escrita, viagem e marroquinaria em novas coleções, combinando elementos históricos da marca com diferentes formas e aplicações contemporâneas.

The Writing Traveler ocupa centro da celebração

Entre os produtos apresentados em São Paulo, a bolsa The Writing Traveler ganhou destaque. A peça foi concebida a partir da ideia de um “gabinete de curiosidades” e reúne compartimentos específicos para instrumentos de escrita, cadernos, pequenos artigos de couro, relógios e outros objetos pessoais.

O design aproxima a organização de uma escrivaninha da estrutura de uma bolsa de viagem, retomando a conexão entre mobilidade e escrita que deu origem aos primeiros produtos de couro da Montblanc há um século.

“Celebrar 120 anos de escrita e 100 anos de excelência em couro é, para nós, uma oportunidade de olhar para a nossa história, mas também para tudo o que ainda podemos criar”, afirma Juliana Pereira, CEO da Montblanc Brasil.

São Paulo recebe peças e instalações da matriz

A celebração reuniu ainda uma seleção de produtos de couro em diferentes cores, texturas e formatos. Além da apresentação das peças, a programação buscou mostrar etapas e referências do processo criativo que acompanha o desenvolvimento das coleções.

A Árvore da Escrita e a escrivaninha de Marco Tomasetta foram trazidas diretamente da matriz para a experiência em São Paulo. O encontro também recebeu personalidades e nomes ligados à moda e ao estilo, entre eles Maria Gal, Kadu Dantas e Fernando Bento.

A Montblanc atua atualmente em diferentes categorias, incluindo instrumentos de escrita, artigos de couro, relógios, acessórios de mesa e outros acessórios. Em 2022, a companhia inaugurou a Montblanc Haus, em Hamburgo, espaço dedicado à história da marca e à cultura da escrita.

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