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Negócios

Starbucks pode deixar de ser empresa de uma só marca e operar novos negócios, diz CEO

Brian Niccol afirma que escala global da companhia pode sustentar outras marcas no futuro, embora aquisições não façam parte das metas atuais de crescimento

Foto de Gabriel Zorante
Foto: Divulgação

A Starbucks pode, no futuro, deixar de operar exclusivamente como uma empresa de uma única marca e passar a administrar outros negócios. A possibilidade foi admitida pelo CEO Brian Niccol, que afirmou que a escala construída pela companhia nos Estados Unidos e em mercados internacionais pode sustentar uma estratégia mais ampla. As declarações foram dadas à Bloomberg Television e publicadas pelo InvestNews.

Questionado sobre um modelo semelhante ao da Yum! Brands, controladora de redes como Taco Bell e KFC, Niccol disse que essa é “uma dessas possibilidades”. Segundo o executivo, a estrutura da Starbucks oferece condições para a companhia ir além de uma única marca, embora não exista necessidade de realizar aquisições para cumprir as metas atuais de crescimento.

A declaração ocorre poucas semanas depois de a empresa negar rumores de que estaria avaliando a compra da Chipotle Mexican Grill. Niccol comandou a Chipotle antes de assumir a Starbucks em 2024 e também passou pela Yum! Brands, grupo que opera diferentes redes sob uma mesma estrutura corporativa.

Prioridade ainda está na própria Starbucks

Apesar de manter aberta a possibilidade de incorporar outros negócios, Niccol afirmou que o foco atual permanece na operação principal. O plano inclui melhorias nas lojas, no cardápio e no atendimento, enquanto a companhia trabalha para ampliar vendas dentro de sua própria rede.

A Starbucks registrou recentemente o quinto trimestre consecutivo de crescimento nas vendas em lojas comparáveis. Para o CEO, o desempenho permite à companhia seguir seu plano sem depender de fusões ou aquisições.

Niccol também afirmou que outras empresas poderiam, no futuro, aproveitar capacidades já construídas pela Starbucks. A rede reúne presença internacional, escala operacional e uma ampla base de consumidores, ativos que poderiam ser compartilhados com outros negócios caso a companhia opte por uma estrutura multimarcas.

Modelo poderia ampliar atuação além do café

Uma eventual mudança aproximaria a Starbucks de grupos que administram diferentes marcas sob uma mesma companhia. A Yum! Brands, citada durante a entrevista, utiliza uma estrutura corporativa compartilhada para operar redes distintas de alimentação.

Niccol, entretanto, não indicou que exista uma negociação ou movimento concreto em andamento. Ao comentar a hipótese de novas aquisições, afirmou que “nunca diria nunca”, mas deixou claro que essa possibilidade pertence a uma etapa futura da estratégia.

No mercado financeiro, as ações da Starbucks acumulavam valorização de cerca de 25% em 2026 até o fechamento de 29 de outubro, acima da alta próxima de 13% do S&P 500 no mesmo período. Na manhã de 30 de outubro, os papéis recuavam 2,3% em Nova York.

A fala do executivo amplia as possibilidades de atuação da companhia para além de sua marca principal, mas sem indicar mudança imediata na estrutura do grupo. No curto prazo, a Starbucks continua concentrada no crescimento das próprias lojas e na execução de seu plano operacional.

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