
A Starbucks pode, no futuro, deixar de operar exclusivamente como uma empresa de uma única marca e passar a administrar outros negócios. A possibilidade foi admitida pelo CEO Brian Niccol, que afirmou que a escala construída pela companhia nos Estados Unidos e em mercados internacionais pode sustentar uma estratégia mais ampla. As declarações foram dadas à Bloomberg Television e publicadas pelo InvestNews.
Questionado sobre um modelo semelhante ao da Yum! Brands, controladora de redes como Taco Bell e KFC, Niccol disse que essa é “uma dessas possibilidades”. Segundo o executivo, a estrutura da Starbucks oferece condições para a companhia ir além de uma única marca, embora não exista necessidade de realizar aquisições para cumprir as metas atuais de crescimento.
A declaração ocorre poucas semanas depois de a empresa negar rumores de que estaria avaliando a compra da Chipotle Mexican Grill. Niccol comandou a Chipotle antes de assumir a Starbucks em 2024 e também passou pela Yum! Brands, grupo que opera diferentes redes sob uma mesma estrutura corporativa.
Prioridade ainda está na própria Starbucks
Apesar de manter aberta a possibilidade de incorporar outros negócios, Niccol afirmou que o foco atual permanece na operação principal. O plano inclui melhorias nas lojas, no cardápio e no atendimento, enquanto a companhia trabalha para ampliar vendas dentro de sua própria rede.
A Starbucks registrou recentemente o quinto trimestre consecutivo de crescimento nas vendas em lojas comparáveis. Para o CEO, o desempenho permite à companhia seguir seu plano sem depender de fusões ou aquisições.
Niccol também afirmou que outras empresas poderiam, no futuro, aproveitar capacidades já construídas pela Starbucks. A rede reúne presença internacional, escala operacional e uma ampla base de consumidores, ativos que poderiam ser compartilhados com outros negócios caso a companhia opte por uma estrutura multimarcas.
Modelo poderia ampliar atuação além do café
Uma eventual mudança aproximaria a Starbucks de grupos que administram diferentes marcas sob uma mesma companhia. A Yum! Brands, citada durante a entrevista, utiliza uma estrutura corporativa compartilhada para operar redes distintas de alimentação.
Niccol, entretanto, não indicou que exista uma negociação ou movimento concreto em andamento. Ao comentar a hipótese de novas aquisições, afirmou que “nunca diria nunca”, mas deixou claro que essa possibilidade pertence a uma etapa futura da estratégia.
No mercado financeiro, as ações da Starbucks acumulavam valorização de cerca de 25% em 2026 até o fechamento de 29 de outubro, acima da alta próxima de 13% do S&P 500 no mesmo período. Na manhã de 30 de outubro, os papéis recuavam 2,3% em Nova York.
A fala do executivo amplia as possibilidades de atuação da companhia para além de sua marca principal, mas sem indicar mudança imediata na estrutura do grupo. No curto prazo, a Starbucks continua concentrada no crescimento das próprias lojas e na execução de seu plano operacional.


