Procura de mulheres por cursos de TI do SENAI aumenta 40%

Matrículas de alunas de cursos técnicos de áreas como desenvolvimento de sistemas e informática para internet registraram crescimento na passagem de 2017 para 2018; profissionais acreditam que participação feminina no setor tecnológico ainda deve ser maior

A indústria 4.0 também é feminina. A busca de mulheres por cursos técnicos da área tecnologia da informação (TI) no SENAI de Santa Catarina aumentou 40% em um ano. No total, foram 366 matrículas em cursos como de desenvolvimento de sistemas, redes de computadores e informática no ano de 2018, contra 262 no ano anterior, registrando um crescimento de 40%.

A evolução foi maior do que a de matrículas masculinas do setor, que indicaram aumento de 27% de um ano por outro. Mesmo assim, no SENAI/SC, as matrículas de mulheres em TI ainda representam apenas 20% do total de matrículas em 2018. Para a egressa Joana Keller, a participação feminina no setor tecnológico deve ser bem maior.

Consultora de uma empresa de tecnologia de Florianópolis, Joana concluiu neste ano o curso técnico de desenvolvimento de sistemas no SENAI de Florianópolis. Apesar do interesse das mulheres pela área tecnológica, Joana acredita que o incentivo para que elas ingressem e permaneçam no setor passa por uma questão cultural. “Elas ainda enfrentam certa resistência e muitas acabam desistindo. As pessoas precisam respeitar o trabalho das mulheres, ter empatia e respeitar as diferenças”, reforça.

Joana acredita que a maior participação feminina na tecnologia só traz benefícios para a indústria e para o mercado. “As mulheres podem agregar de várias maneiras e trazer uma visão diferente para o trabalho, contribuindo para bons resultados”, afirma. A egressa do SENAI de Criciúma Carla Marangoni de Bona tem acompanhado de perto o aumento do interesse das mulheres pela área de TI. Hoje professora de MBA e especialista em experiência do usuário, Carla começou a carreira profissional com um curso técnico em design no SENAI e decidiu embarcar no universo de TI.

Em 2007, ela foi a primeira brasileira a subir no pódio da WorldSkills, maior competição de educação profissional do mundo, conquistando a prata na modalidade Webdesign. Desde então, atua pela maior participação das mulheres na tecnologia, sendo uma das fundadoras da Reprograma, iniciativa que oferece capacitação para atuação feminina no desenvolvimento de sistemas.

No mês passado, a ex-aluna do SENAI participou do Business&Tech Women´s Network, no Rio de Janeiro, evento que debateu os desafios enfrentados pelas mulheres para ingressar no mundo das inovações. Ela acredita que aumentar a representatividade feminina no setor tech contribui, inclusive, para a busca de novas alternativas e novos produtos para o mercado. “Precisamos desenvolver soluções que atendam a todas as pessoas. Portanto, trazer mais diversidade contribui para novas perspectivas para o surgimento de inovações”, reitera.

SAIBA MAIS – Os cursos técnicos do SENAI têm em média um ano e meio de duração e são ofertados em todo o Brasil. Procure a unidade mais perto e garanta sua vaga. Para mais informações, acesse o site do SENAI.

 

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