83 jovens se formam no Programa Jovem Aprendiz Cotista em São Joaquim

 A estudante Camila Medeiros de Souza, 18 anos, deu um passo em direção à profissionalização: concluiu o Programa Jovem Aprendiz Cotista (JAC), em São Joaquim. Camila cursa o terceiro ano do ensino médio e avaliou o JAC positivamente. “O meu pai trabalha em uma empresa que atua com produção de maçã e ele também tem um pomar arrendado.

Entrei no programa por meio dele e foi muito bom porque eu não conhecia sobre essa cultura tão importante para a cidade. Aprendi sobre economia e o que a maçã representa para o município”, ponderou. A maquiadora Letícia Antunes da Luz, de 24 anos, também se formou no JAC. “Um amigo me apresentou o programa e achei bem útil e interessante a área de auxiliar administrativo e financeiro. Os conteúdos foram bem completos, com estudo aprofundado e bastante prática”, comentou.

Camila e Letícia foram duas dos formandos do programa Jovem Aprendiz Cotista, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). A formatura ocorreu na última semana em São Joaquim. Após um ano de curso, 83 aprendizes, de 14 a 24 anos, formaram-se no município. Foram concluídas três turmas, sendo duas turmas do curso de Supervisor Agrícola e uma de Auxiliar Administrativo e Financeiro.

O presidente do Sindicato Rural de São Joaquim e vice-presidente da FAESC, Antônio Marcos Pagani de Souza, destacou que os jovens que participaram do programa terão melhores oportunidades no futuro. “No mundo globalizado em que vivemos não existe mais espaço para amadorismo.

Tenho certeza que esses jovens, com essa formação inicial, terão portas abertas e boas colocações no mercado de trabalho”, frisou acrescentando que São Joaquim possui 2.600 propriedades rurais. “Somos o maior produtor de maçã do País, responsáveis por 40% de toda a produção nacional. Santa Catarina detém 60% da produção brasileira.

São Joaquim possui mais de 80 mil cabeças de bovinos e 16 vinícolas que produzem vinhos de altitude. Com a dedicação dos nossos produtores crescemos cada vez mais. Os trabalhos realizados no município, como o JAC, também contribuem, pois temos profissionais qualificados”, complementou.

A oportunidade das empresas parceiras, que abrem as portas aos aprendizes para a parte prática da formação, foi salientada pelo superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi. “As organizações e os produtores rurais que contratam esses jovens estão contribuindo não apenas para a formação deles, mas para a melhoria do agronegócio.

O mercado de trabalho seleciona muito e quem está melhor preparado chega na frente. Muitas profissões que existem hoje durarão pouco tempo, há mudanças significativas e precisamos continuar buscando conhecimento e aperfeiçoamento”, ressaltou.

De acordo com o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, os aprendizes concluíram o programa capacitados para ingressar no mercado de trabalho. “Eles fizeram o curso sem prejuízo da escolaridade formal, por meio de atividades controladas, em ambiente protegido, de acordo com a legislação vigente”, salientou, acrescentando que o JAC também é um incentivo para a permanência dos jovens em funções voltadas para o agro. “O Sistema Faesc/Senar oferece, por meio de seus programas, cursos e ações, um novo olhar sobre as propriedades rurais como verdadeiras empresas e, para fazer a gestão dessas empresas, é necessário estimular a qualificação dos filhos de produtores rurais desde cedo para que venham ser sucessores de seus pais”.

SOBRE O JAC

O curso de Auxiliar Administrativo e Financeiro teve carga horária de 960 horas, sendo 480 horas teóricas e 480 horas de prática profissional. Já o de Supervisor Agrícola, teve carga horária total de 800 horas, sendo 400 horas teóricas e 400 horas de prática profissional. A atividade diária de estudo foi limitada em quatro horas e a carga horária semanal definida com as empresas empregadoras, conforme calendário do curso.

O objetivo do Programa Jovem Aprendiz Cotista é dar a oportunidade de aprendizagem e de inserção no mercado de trabalho a adolescentes e jovens, integrando os três pilares do processo de aprendizagem: escola, trabalho e formação profissional, com atividades compatíveis ao desenvolvimento físico, moral e psicológico.

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