IBP comemora sucesso do projeto-piloto de mentoria feminina

Em parceria com a consultoria global LHH, o programa, que visa alavancar a liderança feminina do setor de óleo e gás, finalizou seu primeiro ano com grandes expectativas para 2020.

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), em parceria com a consultoria global Lee Hecht Harrison (LHH), promoveu nesta semana, o encerramento do Programa de Mentoria de Profissionais Mulheres da Indústria de Óleo & Gás – uma iniciativa do Comitê de Diversidade do IBP. Com foco no desenvolvimento de competências de mulheres que atuam no setor de óleo e gás, o evento reuniu as 16 duplas de executivas-mentoras e mentoradas e os representantes das empresas participantes do projeto pioneiro e apresentou os resultados do programa de 2019 e as expectativas para 2020.

Durante a abertura, Anelise Lara, presidente do Conselho de Administração do IBP e diretora executiva de Refino e Gás Natural da Petrobras, reforçou a importância do programa de mentoria feminina – primeira inciativa do Comitê de Diversidade do IBP. “Sabemos das dificuldades que as mulheres enfrentam dentro da indústria de petróleo, e por isso, criamos um espaço para debate, troca e crescimento mútuo. O projeto visa a busca por um maior empoderamento na carreira de mulheres no setor e esperamos que em 2020 as empresas se interessem, cada vez mais, em dar continuidade ao programa”, disse.

O avanço da discussão sobre a cultura de inclusão e diversidade nas empresas está no centro do debate da indústria de petróleo. “Foi por meio da inciativa de executivas do setor, que desejavam estruturar seu compartilhamento de experiências para outras mulheres que o projeto-piloto surgiu. Muitas das executivas não tiveram mentoras para ajudá-las no caminho da evolução profissional e, por isso, tinham o genuíno desejo de acelerar a ascensão de jovens gerentes para que o pensamento diverso contribuísse para a perpetuidade da indústria de óleo e gás”, explicou Cristina Pinho, secretária-geral do IBP.

A executiva, que além de mentora é a vice-coordenadora do Comitê de Diversidade, disse que o IBP se mostrou muito bem-sucedido e que a expectativa é fortalecer a próxima edição com as lições aprendidas, levando mais empresas a adotarem a diversidade e inclusão. “Fazer parte desse moderno e único movimento de mentoria nesse segmento tem sido muito estimulante. Aprendemos todas, mentoras e mentoradas, a conhecermos nossas forças e fraquezas, nossas competências e qualidades, e assim, nesse processo estruturado do autoconhecimento, vamos formatando um plano individual para cada uma das mentoradas e contribuindo para a cultura da inclusão nas empresas”, completou Cristina.

Programa de mentoria

As 16 duplas iniciais foram mapeadas e definidas de acordo com os resultados das competências, trajetória profissional e expectativas de ambas as partes, utilizando a ferramenta Hogan exclusiva para mulheres. Ao longo do ano de 2019, planejamentos, laboratórios e reuniões individuais, entre mentoras e mentoradas, tornaram-se uma constante e resultaram no sucesso do projeto.

Para Cristina Fortes, diretora da Consultoria LHH no Rio de Janeiro, o Programa foi um dos projetos mais relevantes que participou em toda a sua história na Lee Hecht Harrison. “Foi com enorme alegria que nós da LHH recebemos esse desafio e entendemos que era mais que um projeto, era uma missão, uma causa. A Lee Hecht Harrison trabalha apoiando as empresas no seu processo de transformação, seja de pensamento, crença e mindset, e foi enriquecedor poder apoiar as profissionais a se projetar e ganhar espaço, promovendo a diversidade que o mundo tanto precisa. Como parceiros, também fomos desafiados a contribuir com algo relevante e refletir tudo aquilo que a comissão sonhava e acreditava”, afirmou Cristina. A diversidade hoje é vital, não somente para a sociedade, mas também para os negócios, explicou Cristina. De acordo com a diretora, o programa de mentoria é lugar para gente generosa, com o desejo de fazer apenas a vida do outro mais fácil e, nesse caso, se sentir responsável por colaborar com números mais compatíveis com o mundo atual. “Não dá pra viver a disrupção sem levar em consideração todos os paradigmas a serem quebrados. Desejamos que as mentoradas ressignifiquem os obstáculos para que possam evoluir na carreira com menos sacrifício e ao mesmo tempo servir de inspiração para as futuras gerações”, disse Cristina.

Adriana Amorim, Consultora da LHH e que também contribuiu ativamente para o projeto, reiterou que é possível sim fazer muita coisa a nível social e organizacional, partindo do princípio que um mundo justo e igualitário vale a pena. “Quando eu participo de um projeto como esse do IBP eu me sinto verdadeiramente construindo um mundo melhor, mais igualitário, mais justo e um mundo onde de fato todos têm oportunidades de crescer, de se desenvolver e de mostrar os seus talentos. E foi o que nós vimos aqui também nesse programa de mentoria feminina.  Talvez nós não vejamos todos os resultados desses primeiros passos que estamos dando aqui, mas as outras gerações, homens e mulheres, poderão ver. Assim eu desejo e espero. E podem ter certeza que farei a minha parte para contribuir para a evolução da igualdade de gênero e espero que vocês caminhem junto comigo em prol desse objetivo”, ressalta Adriana.

Novidades em 2020

Diferente do projeto-piloto, o Comitê de Diversidade do IBP abriu para 2020 a oportunidade de ter homens como mentores no projeto. A meta é que no próximo ano haja 88 executivos -mentores e mentoradas, das empresas associadas patrimoniais e setoriais, que possam compartilhar suas experiências e expandir suas competências. Outra novidade é a criação de um segundo grupo de mentoradas. Em 2019 existia apenas um grupo voltado para o nível executivo, e agora, haverá um grupo especialmente voltado para o nível anterior.

A dinâmica permanecerá a mesma, em março haverá o lançamento, em seguida a preparação de mentores e mentoradas, para assim, darem início as reuniões individuais e os três laboratórios. O diferencial de 2020 será o Fórum de Diversidade que abordará o “Viés inconsciente”, um debate de como a cultura poderá transformar esse viés inconsciente em ações conscientes.

Ana Zambelli, membro do Conselho de Administração da Petrobras e Coordenadora do Comitê de Diversidade do IBP, encerrou o evento afirmando que o programa só tem a acrescentar e influenciar positivamente mentalidades e comportamentos. “O Programa tem o objetivo de ajudar as empresas a identificarem as lideranças que futuramente as ajudarão no seu próprio desenvolvimento e, assim, multiplicar suas habilidades. A nossa missão é deixar para a indústria de óleo e gás um legado feminino de talentos que ensinem para as futuras gerações o valor de compartilhar”, pontuou.

O projeto-piloto do Programa de Mentoria de Profissionais Mulheres da Indústria de Óleo & Gás conta com a participação das empresas: Petrobras, Subsea7, Aker, Baker Hughes, Schlumberger, Enauta, Equinor, BP Energy Brasil, ExxonMobil, TechnipFMC, Total E&P do Brasil, Shell, Petrogal, Chevron e IBP.

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