Crescimento fora da média faz Brasil olhar para Santa Catarina

A economia brasileira ainda patina, mas não impede o crescimento do setor de tecnologia catarinense, com destaque para a Ahgora, que promoveu uma disrupção no segmento de RH e alcançou um crescimento de 50% em 2019.

Apesar do tímido otimismo no começo de 2019 com relação à economia, a esperança de um ano tranquilo caiu por terra rapidamente. Pelo menos esse foi o sentimento de muitas empresas do setor de tecnologia catarinense. De acordo com a pesquisa Focus, a expectativa de crescimento era de 2% e, ao longo do ano, acabou caindo para 1%. “Isso causou um impacto. O que se desenhou a partir daí foi um cenário desafiador e de muitos obstáculos”, afirma Lázaro Malta, CEO da Ahgora, empresa de tecnologia catarinense focada em gestão de pessoas.

Foi por isso que a empresa de tecnologia catarinense com pouco mais de 13 anos decidiu concentrar todos os seus esforços na inovação. “Era preciso sair da média. Então criamos novos produtos, cada vez mais disruptivos, que facilitam e mudam a vida de pequenas, médias e grandes empresas em um segmento que vem passando por grandes transformações – o Recursos Humanos”, explica.

Conhecido por ser um setor burocrático, analógico e centralizado, o RH começa cada vez mais ser parte estratégica das organizações e olhar para as pessoas como peças fundamentais para o sucesso do empreendimento. “Era preciso descentralizar o RH, dar mais agilidade nos processos para poder focar em quem realmente importa – pessoas”, ressalta o CEO.

E é isso que a tecnologia da Ahgora faz. Baseada em Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA), as ferramentas da empresa utilizam o Cloud Computing para gerenciar os colaboradores e suas atividades em tempo real. “A gestão de pessoas faz parte desse tripé (financeiro-comercial-recursos humanos) e é o principal ativo de uma empresa. Sem elas nada vai pra frente. E quando tudo isso é bem gerenciado vemos os resultados dispararem. Seja por que os produtos estão melhores, os processos menos burocráticos ou por que os custos se tornaram menores”, explica.

De acordo com o CEO, a busca e a preocupação com a produtividade vai levar as empresas a utilizarem cada vez mais tecnologia no RH. “Não tem muito mistério, para ter produtividade tem que ter treinamento e tecnologia. O ser humano precisa ser empoderado e ter tecnologia para ser mais produtivo. Hoje, vemos clientes nossos tendo uma redução de 20% a 30% no custo da folha, hora extra e mão de obra com essas ferramentas. Isso é um diferencial competitivo grande para as empresas”, explica.

Malta afirma que outros países já estão bem mais evoluídos em termos de tecnologia para o RH. Para ele, isso é bom, porque é possível fazer uma projeção do que se pode esperar no Brasil pelos próximos três ou quatro anos. “Nosso país já está entrando nesse movimento de modernização. Ainda é preciso conscientização, mas para algumas empresas, inclusive as grandes, já é possível perceber o uso da tecnologia para ajudar as pessoas a produzirem mais, engajá-las e para empoderá-las. A curva desse movimento já começou a inclinar de uma forma muito rápida e íngreme”, destaca o CEO.

E foi justamente por antecipar esse movimento que a Ahgora faturou R$ 30 milhões em 2018 e obteve um crescimento de 50% em 2019. “E isso nos dá mais um motivo para festejar, pois mesmo com a economia do país crescendo a 1%, nós conseguimos alcançar um crescimento maior do que outras empresas do nosso segmento e de tecnologia, que alcançaram uma média de 10%. Foi um saldo extremamente positivo e consistente”, festeja.

O desempenho consistente da empresa já faz parte da sua história. Desde 2016, os números se mantêm em constante elevação beirando entre 50% e 70%, inclusive na conquista de clientes. Hoje, a Ahgora é referência no segmento energético e aviação, e dá o primeiros passos para se consolidar também em outros grandes segmentos como o varejista, supermercadista e farmacêutico. “Conseguimos aumentar o nosso market share em 30% nesse meio. Para 2020, esperamos crescer em média 70% a 80%. Queremos encerrar o ano bem próximo dos R$ 100 milhões de faturamento”, finaliza Malta.

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