Sistema Faesc/Senar capacita técnicos da ATeG em Florianópolis

Vinte e seis técnicos de campo do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), participam durante a última semana de treinamento sobre metodologia do programa. O evento ocorreu no Hotel Slaviero Baía Norte e reuniu técnicos que atuam nas cadeias produtivas de bovinocultura de corte e de leite, ovinocultura de corte, piscicultura, fruticultura e apicultura.

A capacitação tem carga horária de 40 horas e está sendo ministrada pelo prestador de serviço em instrutoria Erno Menzel. Entre os assuntos abordados estão os aspectos legais e técnicos da atuação do Senar, o processo de assistência técnica e gerencial, a atuação dos agentes da ATeG, os procedimentos para execução das visitas e aspectos comportamentais para atuar com os participantes do programa.

Utilização das ferramentas de gerenciamento técnico e econômico na propriedade rural, utilização do método PDCA para o planejamento e a medição de resultados na gestão de propriedades rurais também estão entre os assuntos trabalhados no treinamento. Além disso, os técnicos estão sendo atualizados sobre o software para utilização na ATeG, o SisAteg.

A coordenadora estadual do programa Paula Araújo Dias Coimbra Nunes explica que o SisAteg conta com uma base de dados online e outra off-line para que os técnicos consigam interagir com os dados coletados durante as visitas de campo. “Todas as informações levantadas nas propriedades são lançadas no software, o que facilita a avalição dos resultados técnicos e econômicos das propriedades rurais. Isso possibilita a troca de experiências exitosas em situações semelhantes”.

“Crescemos e aprendemos com os bons resultados e, juntos, conseguimos alinhar o trabalho da ATeG a fim de oportunizar melhorias de produção, renda e qualidade de vida aos produtores rurais, o qual é nosso principal objetivo”, complementa o superintendente do Senar/SC Gilmar Antônio Zanluchi.

De acordo com o presidente do Sistema Faesc/Senar-SC José Zeferino Pedrozo, a ATeG é uma iniciativa que deu certo e gerou bons frutos. “Frequentemente somos surpreendidos pelos resultados das visitas técnicas e gerenciais com aumentos expressivos de produtividade e redução de perdas nas propriedades rurais catarinenses. Sem dúvidas é motivo de orgulho acompanhar a evolução do agronegócio em Santa Catarina, o qual serve de referência para tantos outros Estados. A ATeG é uma metodologia inovadora em que temos a oportunidade de buscar melhorias em grupo, porque afinal, nenhuma metodologia pode ser engessada, sempre é preciso ajustar com a realidade de cada Estado”, considera.

METODOLOGIA

O programa é baseado em cinco passos. O primeiro é o diagnóstico produtivo individualizado onde os técnicos de campo levantam as informações produtivas, ambientais, sociais e econômicas necessárias para estabelecer metas e um cronograma de ações eficazes. O segundo passo consiste no planejamento estratégico, importante etapa de pactuação dos objetivos que ocorre entre o produtor rural e o técnico de campo, sempre com o acompanhamento do supervisor.

A terceira etapa consiste na adequação tecnológica quando são feitas as recomendações pela equipe técnica que geram impacto direto em todo o sistema de produção. No quarto passo ocorre a capacitação profissional complementar utilizando a experiência do Senar com cursos de curta e média duração que complementam os conhecimentos trazidos pelo técnico de campo e auxiliam nas decisões tomadas pelo produtor rural. Para encerrar, a última etapa é a avaliação sistemática e os resultados quando um conjunto de ferramentas operacionais e tecnológicas, desenvolvidas pelo Senar, apontam para o alcance do resultado ou sinalizam a necessidade de ajustes no planejamento da propriedade.

“Todo o trabalho é planejado e desenvolvido visando capacitar o empreendedor rural para a gestão assertiva de seu negócio, elevar a renda e a produtividade da propriedade e, consequentemente, promover melhoria na qualidade de vida no meio rural”, conclui Pedrozo.

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