Na ACIJ, presidente da Mercedes-Benz projeta investimento de 2,3 bilhões no Brasil

Na próxima-segunda feira, 11, a General Motors Joinville apresenta seu case de tecnologia e sustentabilidade em palestra aberta ao público

O presidente da Mercedes-Benz do Brasil & Daimler Latin America, Philipp Schiemer falou sobre a gestão da empresa na Associação Empresarial de Joinville (ACIJ) nesta segunda-feira, 4. Em reunião conduzida pelo presidente da entidade João Joaquim Martinelli, o CEO destacou as 100 mil novas unidades em circulação no mercado brasileiro neste ano, sendo o mês de outubro o de melhor desempenho em vendas de caminhões. E, embora tenha havido pouca licitações no transporte público, o mês passado também foi bom para a comercialização de ônibus. Em 2016, foram investidos R$ 2,5 bilhões no país e até 2023 serão mais R$ 2,3 bilhões.

“De 2016 a 2023 são 4,8 bilhões em investimentos no Brasil”, destacou Schiemer. Disse também que tem boas expectativas para aumento das exportações. “A palavra do futuro é competitividade, quem não for competitivo estará fora do mercado. E na empresa nós temos um lema, ‘as estradas falam, a Mercedes-Benz ouve’”. Neste aspecto, é preciso que os motoristas gostem dos produtos porque ele é o centro das atenções. “Quem define o caminhão no final é o motorista”, afirmou e, complementou: “Cada vez existem mais mulheres motoristas, fizemos ações voltadas às mulheres”.

Para o presidente da ACIJ, o investimento da empresa no Brasil é uma aposta da Alemanha em nosso país. “Os empresários foram competentes nos anos de crise e temos que ser mais competentes ainda nos anos bons”, disse João Joaquim Martinelli.

Segundo Schiemer, os indicadores para o crescimento na venda de caminhões nos próximos dois anos são os três setores da economia que tendem a reagir positivamente: o agronegócio, a construção civil e a logística aliada as menores taxas de desemprego. “Se não acontecer nenhum desastre, para nós, o crescimento de 2020 está contratado e em 2021 vai ser melhor ainda”. Em resposta a pergunta de um associado sobre o futuro dos veículos híbridos ou elétricos, o administrador falou que a evolução não será rápida em desempenho do carro e no mercado. “É uma boa opção para circulação dentro das cidades, mas precisa de infraestrutura e no Brasil tem pouca. É um mercado que vai crescer, mas a tecnologia é cara. É uma solução intermediaria e que ao longo prazo poderá ser mais sustentável”.

Caminhão Actros

Como destaque, o presidente da companhia destacou o novo caminhão Actros. Lançado no mês passado começará a ser comercializado em 2020. “É o primeiro caminhão digital da América Latina. Inteligente, conectado e eficiente”. Entre as novidades, tem espelhamento de smartphones, carregamento celular indutivo e todo o sistema com chave elétrica.

No total são 18 recursos inteligentes, com câmera, radar, leitura de pessoas e objetos, entre outros. “É o uso da inteligência artificial e esse caminhão marca a entrada da empresa na indústria 4.0. Todos os processos da fábrica estão sendo conectados”. Segundo o CEO, isso tende a reduzir os acidentes porque 20% das colisões são traseiras, 8% são frontais e 15% decorrente de tombamentos.

Agenda do vice-presidente Mourão

Durante abertura da reunião, o presidente da ACIJ também pediu escusas aos associados que não puderam assistir a palestra do vice-presidente do Brasil, Antônio Mourão, na semana passada. “Nós nos desculpamos por aqueles que não puderem comparecer e àqueles que tivermos problemas e foram barrados, mas são regras de segurança e protocolares, bastante rígidas, que nós não pudemos transgredir”, explicou João Joaquim Martinelli. A entidade possui capacidade para até 300 lugares no Salão Nobre Schulz. Aos associados que tenham interesse em assistir a palestra, a íntegra de 40 minutos pode ser solicitada junto ao setor de comunicação da ACIJ.

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