Entrevista Exclusiva: Arthur Castro – Especialista em Mobile Marketing

A equipe do Portal Business, entrevistou com exclusividade, Arthur Castro, especialista em Mobile Marketing que já trabalhou em várias startups de grande sucesso no mercado, tais como Yellow, Movile (IFood), Esporte Interativo, entre outras. Ele nos contou sobre essas experiências, os seus aprendizados e também deixou várias dicas importantes para quem quer empreender nesse universo.

Conte nos um pouco da sua formação e experiência profissional e quando iniciou as suas atividades no universo dos aplicativos?

 Sou Arthur Castro, de Juiz de Fora (MG), formado em Administração de Empresas com pós-graduação em Gestão de Mídias Sociais. O intuito na época em fazer a pós-graduação era para eu poder ter a oportunidade de lecionar, pois sempre recebia muitos convites para isso. Sempre fui muito da prática.

Com 21 anos tive uma agência e sempre apliquei coisas diferentes do que o mercado estava oferecendo. Sempre gostei muito de tecnologia também. Quando eu tinha uns 10 anos, juntava o dinheiro da merenda para conseguir comprar uma agenda eletrônica, que na época era o IPhone de hoje em dia.

Mas a diferença para os meus amigos, que também tinha a tal da agenda eletrônica, é que eles queriam ter por ter e eu queria ter para descobrir como eu podia usar isso para me ajudar no dia a dia. Sempre procurava explorar ao máximo aquele aparelho para ver como ele podia me ajudar em algo que eu estava fazendo.

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Isso acabou se tornando uma característica minha durante toda a minha carreira acadêmica e profissional. Em relação aos aplicativos é a mesma coisa, você não precisa ter um aplicativo só por ter e sim precisa analisar como esse aplicativo pode me auxiliar e/ou facilitar alguma tarefa que preciso fazer.

 

Você é founder da Product Arena. Qual o principal objetivo dessa empresa e quais são os planos futuros?

 A Product Arena surgiu em 2016, fundada por mim e pelo Horacio Soares, que foi meu professor quando eu estava começando no mundo do mobile. A ideia surgiu a partir de um evento que a gente estava participando em São Paulo em que os participantes não podiam perguntar nada para os palestrantes porque o tempo estava muito corrido.

E tinha muita coisa que o pessoal queria questionar, queria discutir mesmo, trocar ideias. Na época eu morava em São Francisco e estava estudando na Stanford University. O modelo da aula era muito diferente, porque não era simplesmente passar um conteúdo, era muito mais um debate.

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O professor passava o conteúdo que precisa ser lido para a próxima aula e na aula em questão discutia o conteúdo na primeira parte e na segunda trazia alguma profissional que era referência na área para trocar ideias com os alunos. Eu achava isso muito legal e não tinha nada parecido no Brasil. A partir disso e com o crescimento do mobile resolvemos criar a Product Arena.

Temos diversos cursos e fazemos também muitos eventos sempre nessa dinâmica de discussão e troca de ideias. O intuito é realmente mostrar o que está acontecendo no mercado e trocar ideias sobre isso. O foco do Product Arena é estimular as mentes pensantes a fazerem coisas ainda melhores. Em relação ao futuro é continuar crescendo em sempre lançar novos cursos nesse formato, procurarando impactar mais e mais pessoas.

 

Você participou ativamente do desenvolvimento de várias startups, tais como: Yellow, Movile, Youse, Dafiti, Esporte Interativo, Meitu e Instacarro. Como foi essa experiência e quais os aprendizados? 

Cada startup estava num momento muito específico e os aprendizados foram muito diferentes em função disso.

Na Movile, quando entrei nem 50% das vendas do IFood eram via mobile e hoje em dia praticamente todas as vendas são por mobile. Mas a gente tinha muito velocidade e muita liberdade para testar coisas novas, a cultura da empresa permitia isso.

Na Dafiti o principal aprendizado foi saber explorar as novas tecnologias para resolver os problemas que a gente tinha. As vendas por aplicativo cresceram de 2% para mais de 10% em menos de 10 meses. Foi um passo gigante. Testamos muito também sobre push notifications, tentar entender o melhor horário para enviar push para os usuários e como isso na época era muito incipiente acabou gerando muitos aprendizados.

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No Esporte Interativo foi muito sobre ser o “pirata”. O Steve Jobs já falava isso “prefiro ser um pirata do que estar na marinha”. Quando eu entrei no Esporte Interativo a empresa tinha acabado de ser comprado pela Turner e tinha a exclusividade para transmissão da Champions League. Acabou acontecendo um lobby das concorrentes para o Esporte Interativo não entrar na TV fechada. Então pensamos se não estamos no telão principal como podemos estar em todas as outras telas possíveis? Na época começa a ser falar em “second screen”, fazendo referência ao celular. Só que para a gente o celular sempre foi a nossa primeira tela. A gente sempre está usando o celular e fazendo alguma coisa e não fazendo alguma coisa e olhando o celular. A gente desenvolveu aplicativos para todas as coisas. Aplicativos para celular, para Chromecast, Apple TV, LG e muitas outras coisas. A gente estava em todos os lugares. Não estava na “tela principal”, mas estava em todos os lugares. Isso ajudou muito pois as pessoas usavam mesmo os aplicativos e depois acabamos até entrando na TV fechada também. Buscar fazer diferente esse foi o principal aprendizado.

Na Yellow, minha experiência mais recente, foi muito legal também. A gente tinha o aplicativo, mas o produto era uma bicicleta ou uma patinete elétrica. Nesse caso entrou muito aquela questão do on-line to off-line e do off-line to on-line. A bicicleta foi sendo aprimorada, teve várias versões diferentes, em função de feedbacks que a gente recebia no on-line. Na situação inversa a gente conseguia explicar muitas coisas no on-line para serem aplicadas pelos usuários no off-line. Essa relação de como o on-line influencia o off-line e vice-versa é muito interessante. Como fazer essas conexões da maneira correta é muito desafiador e traz muitos aprendizados.

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Quais dicas você poderia fornecer para jovens empreendedores que querem entrar nesse mercado de aplicativos e startups?

 Esse é um ponto muito importante pois hoje quando as pessoas dizem que querem empreender logo vem a pergunta: cadê o seu aplicativo? Na verdade, nem sempre você precisa ter um aplicativo, você pode ter um web site otimizado para mobile. Mas pensar em mobile é fundamental. O principal meio de acesso do brasileiro a internet é o celular e praticamente 70% da população tem um aparelho. Se você não está pensando nisso você está perdendo uma grande fatia do mercado. A estratégia precisa pensar no mobile e não necessariamente em aplicativo. Pensar primeiro em qual problema você quer resolver e depois ir de fato para a solução.

 

A tecnologia está mudando constantemente e numa velocidade cada vez maior. Como os profissionais, das mais diversas áreas de atuação, podem acompanhar esse processo para não ficarem defasados?

 É muito complexo isso porque muitas vezes até profissionais que trabalham na área de tecnologia não conseguem acompanhar tantas mudanças que acontecem e numa velocidade cada vez maior. O que eu faço é sempre procurar ler blogs e sites que trazem semanalmente as novidades que estão surgindo, as novas tecnologias, as inovações, as tendências. O fato é você procurar entender como a tecnologia irá influenciar o seu negócio, o seu mercado. Sempre vai ter alguém olhando o seu mercado e falando sobre isso. Ficar de olho nisso e procurar entender como aplicar as novidades no seu negócio. É ficar desconfortável, no bom sentido, procurar trocar experiências e testar muitas coisas.

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Sobre o curso de Mobile Marketing na Sustentare. Qual o objetivo do curso? Quais os pontos principais que serão abordados?

 O principal ponto das aulas é justamente mostrar que o mobile não é um bicho de sete cabeças e que é possível aplicar muitas coisas no seu negócio. Mostrar também que nem sempre você precisa de um aplicativo. O conteúdo todo sempre acompanhado de  cases e muitos exemplos práticos, tanto da minha experiência profissional quanto de outros profissionais. A ideia é fazer a galera realmente explorar novas possibilidades para depois tentar aplicar isso na sua empresa, no seu trabalho.

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