Santa Catarina integra articulações políticas em prol do ecossistema de tecnologia e inovação

Por Daniel Leipnitz, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE)

O começo do ano trouxe para Santa Catarina uma série de oportunidades no que diz respeito ao relacionamento com atores da política ligados ao setor de tecnologia e da economia digital. Foram dois movimentos principais que guiaram essa busca por ampliação de horizontes nesse último mês de janeiro, sempre com participação da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), enquanto entidade que representa os interesses do setor no Estado.

O primeiro momento foi a visita da Frente Parlamentar de Economia e Cidadania Digital a Florianópolis, organizada pelo coordenador da Frente e relator do Projeto de Lei Complementar ao Marco Regulatório das Startups (PLP 146/2019), deputado Vinícius Poit (SP). Durante a agenda do dia 20 de janeiro, os parlamentares participaram de visitas às sedes de duas empresas de tecnologia, a Dígitro, já com 40 anos de estrada, e a Involves, considerada uma scale-up que já está há 10 anos no mercado, mas ainda vivencia algumas transições de quando era startup.

Além das visitas às empresas, a Frente participou de reuniões com empresários na Fiesc e na ACATE, nas quais foi debatido o Marco Legal das Startups. No encontro, as entidades catarinenses participantes puderam colaborar com sugestões ao PL, com base na vivência que temos aqui no Estado. A articulação para concretizar esta visita foi feita pela ACATE, ACIF e Associação Nacional de Certificação Digital. participaram dos debates representantes do Sebrae Santa Catarina, Seinflo, Fundação CERTI, Prefeitura Municipal de Florianópolis, o deputado estadual Bruno Souza e instituições nacionais como o Instituto de Cidadania Digital.

A Frente Parlamentar está recebendo sugestões de todo o país por meio de visitas como esta que ocorreu em Florianópolis, mas o coordenador da Frente destacou o ecossistema catarinense por sua qualidade e pela construção de um ambiente empreendedor de sucesso liderado pelas empresas, mas que não deixa de contar com grande apoio do setor público. Essa interação no nosso ecossistema é um dos pontos que mais favorece o seu crescimento e amadurecimento, e pretendemos seguir assim.

O segundo movimento feito ainda no mês de janeiro, ali nos últimos dias, foi a minha participação na missão presidencial Brasil-Índia 2020, representando o Brasil por meio da Anprotec, instituição da qual sou vice-presidente, e Santa Catarina por meio da ACATE. Essa missão foi enriquecedora e permitiu uma série de trocas com importantes lideranças internacionais ligadas ao setor de tecnologia, além da aproximação com integrantes do nosso Governo Federal que podem apoiar o desenvolvimento da tecnologia no país.

A missão teve como objetivo promover a integração e a aproximação comercial entre Brasil e Índia, e envolveu mais de 70 pessoas na delegação brasileira rumo a esses debates. Foram quatro dias de viagem com uma participação nossa no painel India — Brazil Business Forum e com a oportunização de diversos contatos. Estou muito honrado em poder ter representado o setor de tecnologia do nosso país, e podem ter certeza de que o fiz com a maior responsabilidade possível. Vamos aproveitar essa oportunidade e trabalhar bastante para que a gente possa desenvolver cada vez mais as nossas empresas.

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