A escola “Fábrica” vai ter dificuldades

Escolas são projetadas para durar, os modelos acadêmicos em sua maioria são baseados em experiências que tiveram exito em algum lugar no passado, mas as mudanças são muito lentas.

Enquanto o mantra das empresas é adequar produtos e serviços às necessidades do consumidor, ou de forma mais radical, antecipar o futuro, as escolas no geral tem dificuldades para acompanhar os avanços sociais e das ciências. Ou seja, o ambiente que produz ciência e tecnologia tem dificuldade em inovar na forma de ser. Muito se discute, mas pouco se realiza na velocidade requerida.

Como então buscar uma equação que permita fazer com que o aluno se sinta motivado a aprender e compartilhar no ambiente social que vivemos? A resposta não é simples naturalmente, mas alguns pontos devem ser levados em conta.

Eis alguns aspectos a se pensar:

O sistema educacional se transforma em redes que incluem aprendizado online, sem a necessidade da presença diária em sala de aula. As escolas tendem a ser centros de experimentação e convivência social;

O currículo de progressão do ensino elementar até o ensino médio tende a ser inócuo na medida que os estudantes passam a aprender a seu modo por meio de compartilhamento em rede.

Faça um teste, experimente ir ao YouTube e digite um problema. Surpreenda-se com explicações e demonstrações para solução das mais diversas dúvidas;
O ato de estudo passa a incluir vídeos, indexação dinâmica, referência cruzada e navegação customizada, permitindo contextualizar melhor a informação e ajustando a relevância.

O professor também passa a ter um papel de orientador a cada aluno;
A escola em rede diminui a necessidade de transporte de alunos, prédios e equipamentos e os melhores professores podem lecionar para uma audiência maior e compartilhada;

O foco no diploma desaparece, os alunos passam a receber certificados por habilidades adquiridas. Nos EUA está em curso uma ruptura sobre o instituto do diploma, pois as empresas querem pessoas que saibam fazer, que saibam aprender e principalmente que consigam também desaprender. Lá são chamados de Uncollege, ou seja, os sem diploma. Os “nerds” da industria de tecnologia da informação são bons exemplos.

Aluno gosta de aprender se divertindo, não confunda com “bagunça”. Os adultos também aprendem melhor quando estão associados a praticas prazerosas, ou seja, não adianta ficar insistindo na relação pura e simples de que o professor é o “mestre” e o aluno deve se submeter.

É comum um professor estar comentando um determinado assunto ou método e o aluno conectado na internet estar um passo à frente. Daí metodologias de aprendizagem ativa ganham cada vez mais espaço no ensino, onde o professor faz o papel de orientador/consultor e o aluno busca o conhecimento.

Um bom exemplo é a aprendizagem por problema- PBL- problem basead learning, largamente utilizada na medicina e agora em diversas outras formações.
Não podemos também esquecer que é no ambiente escolar que o aluno desenvolverá e colocará em teste suas habilidades sociais, algo tão caro nos dias de hoje.

Portanto, a escola deveria ajustar o currículo para adicionar à formação técnica, também o desenvolvimento de habilidades sócio emocionais.

A escola atual em todos os níveis de formação tende a ser torturante, precisamos ousar, propor formação que se ajuste para sociedade do conhecimento, ou seja, preparar o aluno para ser mais independente, autodidata e reconhecer a importância da aprendizagem continuada.

Próxima coluna: Santa Catarina é o 4º estado com mais empresas selecionadas no Ranking 100 Open Startups 

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