IFC discute o papel do Brasil entre os players mundiais do pescado

O International Fish Congress vai reunir participantes de 12 países. Já confirmadas até agora delegações de países como Chile, Bolívia, Paraguai, Equador, Argentina e Uganda – África.

O Brasil possui um grande potencial ainda inexplorado na produção de pescado, com condições reais de tornar-se um grande player deste mercado. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), indicam que os brasileiros consomem menos peixes por ano do que a média mundial: 10 kg por habitante/ano no país, contra 20 kg por habitante/ano no mundo. Além disso, o país possui todas as credenciais para tornar-se um grande exportador da proteína. “Com a expertise que o Brasil já possui na produção de outras proteínas e as condições naturais incomparáveis, não há hipótese de não sermos grandes da produção de pescados, basta fazermos a nossa lição de casa. Este debate estratégico será ponto alto do IFC” destaca o presidente do Congresso o Ex. Ministro da Pesca Altemir Gregolin.

O evento conta com o apoio de empresas como Marel, DSM, YES, BIOMIN, Presence, Wisium, Socil, Ampario, Prilabsa, Byosin, MQpack, Trevisan, Braspeixe, Guabi, Zaltana, Frescatto, Alaska Seafood, Potiporâ, Gelonese, Aquabel, PCI Gases, Wenger, Colpani, Multipesca, NEXCO, Beraqua, Bom Peixe, Copisces, FrozenOcean Feeds, Escama Forte, e Supra, entre outras. O evento internacional tem o apoio institucional do SEBRAE, Governo do Estado do Paraná/ SEAP, Governo Federal – Ministério da Agricultura , Pecuária e Abastecimento, Secretaria da Pesca, Prefeitura de Foz do Iguaçu, Cresol, BRDE, FIEP, SENAR, SANEPAR, COPEL, Agência de Fomento, FAEP, ABIPESCA, Aquabio, Peixe BR, APRAPES, ABCC, CONEPE, ABRAS e FAO.

Estratégias para esse posicionamento serão discutidas entre os dias 17 e 19 de setembro no International Fish Congress. O evento será realizado no Centro de Eventos Maestra, no Cataratas Resort, em Foz do Iguaçu, Paraná. “O IFC tem o desafio de discutir estratégias e apontar tendências para colocar o Brasil entre os maiores players mundiais na produção de pescados”, destaca a executiva do evento, Eliana Panty. Com esse objetivo, o evento discute as “Estratégias e Políticas para transformar o Brasil em um grande player mundial de pescados”.

Participam deste debate: Jorge Seif Júnior – Secretário Nacional de Aquicultura e Pesca – MAPA; Eduardo Lobo – Presidente da ABIPESCA; Francisco Medeiros – Presidente Executivo da PEIXEBR; Jorge Neves – Presidente do Sindipi, Eduardo Ono – Presidente do Comitê de Aquicultura da CNA e Santana Júnior, Diretor da ABCC.

Conforme Jorge Seif Júnior, o Brasil tem condições para estar entre os principais produtores internacionais de pescados. “Temos o desafio de ampliar a produção brasileira de peixe no Brasil e expandir seu consumo no mercado nacional e internacional”. O presidente da Abipesca, Eduardo Lobo, destaca que o mercado da pesca gira em torno de US$ 160 bilhões e do qual o Brasil participa com menos de 2%. “Temos um potencial enorme de crescimento, do consumo interno e das exportações”.

Francisco Medeiros, da Abipesca, ressalta que a produção de peixes cultivados no Brasil atingiu 722.560 toneladas em 2018, com receita de cerca de R$ 5,6 bilhões. “A piscicultura é uma cadeia produtiva em expansão e em profissionalização, que aposta nas boas práticas em todas as etapas da produção. Além disso, os peixes de cultivo têm inspeção e somente são comercializados porque cumprem toda a legislação sanitária, como as demais proteínas animais”.

Jorge Neves – Presidente do Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pescadores de Itajaí e Região, avalia a atividade pesqueira como uma das mais importantes na cadeia produtiva. “É necessário profissionalização e investimentos no setor”. Já Eduardo Ono, da CNA, lembra que entre os principais desafios para o desenvolvimento da atividade, estão a falta de políticas públicas, burocracia no processo de legalização, alta carga tributária, cadeia de comercialização pouco estruturada e pouco desenvolvimento tecnológico. “Tem que haver pesquisas tecnológicas construídas em conjunto com o setor privado e principalmente a construção de políticas públicas estruturantes em que os governos tenham um plano de desenvolvimento para a atividade”.

Sobre o International Fish Congress

Com o lema “Das águas ao consumo” o evento tem o apoio das principais entidades do setor Aquabio – Sociedade Brasileira de Aquicultura e Biologia Aquática, Ocepar – Organização das Cooperativas do Paraná, ABIPESCA – Associação Brasileira da Indústria da Pesca, PEIXEBR – Associação Brasileira da Piscicultura, SINDIPI – Sindicado dos Armadores e Indústria da Pesca, ABRAPES – Associação Brasileira de Fomento ao Pescado e ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal,CNA/SENAR, Conepe, SEBRAE, CRESOL e ABRAS – Associação Brasileira de Supermercadistas.

As discussões têm o apoio da FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e MAPA através da Secretaria da Aquicultura e Pesca. Entre os apoiadores estão ainda BRDE – BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, Fundação Terra, Governo do Estado do Paraná, ADAPAR e EMATER. O evento tem ainda o apoio científico da UNILA, UNIOESTE, UFFS, UNIVALI e Instituto Federal Paraná Campus Foz do Iguaçu e Copacol.

Informações:

International Fish Congress e Fish Expo Brasil

Quando: 17 a 19 de setembro

Onde: Centro de Eventos Maestra, Cataratas Resort, Foz do Iguaçu, Paraná

Saiba mais: http://www.internationalfishcongress.com.br/inicial

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