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Varejo é setor que mais investe em inovação; conheça as apostas para 2019

O varejo tem passado por muitas transformações motivadas por fatores que vão desde crises econômicas até a necessidade de se adequar às mudanças na legislação e  a inserção de tecnologia. A forma como se vende um produto, e que se apresenta o mesmo, mudou e os lojistas e industriais perceberam isso. De acordo com uma pesquisa feita pelos especialistas da Bain & Company, uma das principais consultorias do setor de bens de consumo do mundo, o varejo investe mais em inovação do qualquer outro setor.

De acordo eles, um dos motivos dos lojistas investirem tanto em inovação é que eles têm um bom diagnóstico dos principais problemas do setor em mãos. Sendo assim, fica mais fácil de estabelecer o caminho no qual investir. Para o próximo ano, machine learning, e-commerce e uso de ferramentas de controle são tendências a fim de auxiliar a maior digitalização do varejo.

Confira tendências elencadas por especialistas para este setor em 2019:

Experiência do consumidor — Um ponto que a tecnologia pode aprimorar no varejo neste ano é a experiência do shopper. Gabriel Menezes, Chief Research Officer da Involves, empresa que desenvolve um software para a gestão de trade marketing, dá exemplos de tecnologias que já são aplicadas em alguns países para melhorar a experiência do consumidor. “A Nike By Melrose, por exemplo, busca criar uma nova experiência de compra, voltada aos consumidores locais. Por meio de seu aplicativo, a Nike conseguiu reunir informações sobre equipamento mais utilizados e esportes mais praticados pelas pessoas que moram em Melrose e assim, criaram uma loja com o formato e perfil certo para a região. Outra empresa que está investindo em melhorar a experiência por meio da tecnologia é a Amazon. A Amazon GO, cadeia de supermercados operada pela gigante varejista online, mistura de IoT, big data e machine learning a fim de permitir que compradores entrem na loja, peguem seus produtos e saiam, sem a necessidade de passar por um checkout”, exemplifica Gabriel.

CRM — No Brasil, a movimentação dos varejistas ainda é tímida, principalmente quando falamos do varejo alimentar. Talvez por carregarem toda a cadeia de suprimentos e trabalharem com as margens mais apertadas do mercado, a disposição para investimento em inovação acaba se resumindo a grandes redes como Carrefour e GPA. Em geral o varejista brasileiro está mais inclinado e investir em tecnologias que possuem um maior grau de certeza, principalmente relacionadas a CRM/Loyalty, que buscam entender melhor o perfil do seu cliente.

Nuvem — O desenvolvimento de tecnologia na nuvem continua sendo uma tendência forte. De acordo com o estudo “Como vamos na América Latina”, da Citrix, o Brasil é o país que mais utiliza a infraestrutura na cloud: são 57% de empresas adeptas da tecnologia. A tendência é forte também para o setor do varejo. A startup Hiper, que desenvolve soluções na nuvem para gestão de vendas do micro e pequeno varejista, identificou a necessidade de criar um produto híbrido, capaz de atuar na nuvem, e também offline, pensando na conectividade de diferentes dispositivos. “Queremos nutrir o varejista com informações sobre o seu negócio. Poder acessar dados em qualquer lugar permite que ele acompanhe o funcionamento do seu estabelecimento mesmo de longe, durante o período de férias ou uma viagem, por exemplo. Isso é muito transformador para o rotina do comerciante”, comenta Tiago Vailati, CEO da startup. O Hiper Gestão, principal produto da empresa, pode monitorar desde o estoque até a frente de caixa, e é desenvolvido pensando no micro e pequeno comerciante que deseja facilidade na sua rotina. A solução ainda pode ser personalizada através de uma loja de aplicativos exclusiva, para atender ainda mais às necessidades do empreendedor.

Inteligência Artificial — O volume de dados gerados pelo varejo diariamente pode ser utilizado com inteligência para automatizar processos e economizar recursos. Ensinando máquinas a “lerem” estes dados é aberta uma infinidade de possibilidade de análises e estimativas. De acordo com Gabriel, já existe exemplos práticos do uso de inteligência artificial para beneficiar o varejo. “Na otimização de estoques, por exemplo, um grande problema é saber como minimizar a perda de vendas por falta de produtos e, ao mesmo tempo, não ter muito estoque imobilizado. Tecnologias que usam a Inteligência Artificial podem auxiliar oferecendo soluções como a da Celery, que ajudam a predizer demandas e identificar níveis de estoques ideais para os produtos, ou como a da Inturn, que funciona como um marketplace de estoques, fazendo o meio de campo entre quem quer vender excesso de mercadorias e quem precisa comprar”, exemplifica.

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