O Dia mundial da luta contra a doença ocorre em 1º dezembro e visa reforçar sobre a solidariedade e compreensão com as pessoas infectadas.

No dia 1º de dezembro é celebrado o Dia mundial da luta contra a AIDS, data instituída há cerca de 30 anos pela Organização Mundial da Saúde – OMS. Segundo a Secretaria do Estado de Santa Catarina, entre 2011 e 2017 houve a redução de 35% na taxa de detecção da doença somente em Blumenau, e 26% no coeficiente de diminuição de mortes pela AIDS no estado.

Em Santa Catarina, de 2007 até 2018, foram detectados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação – Sinan, 11.234 casos da doença, sendo a maioria em homens. Segundo o órgão, a maioria das infecções acontecem em jovens entre 20 e 34 anos.

“O Dia mundial da luta contra a AIDS serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/AIDS. No Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministro da Saúde”, explica o infectologista cooperado à Unimed Blumenau, Rodrigo Perez.

A AIDS

De acordo com o infectologista, “a AIDS trata-se de uma sigla que significa “Síndrome da Imunodeficiência Adquirida”, causada pela infecção do vírus HIV. A infecção promove uma diminuição progressiva da imunidade da pessoa infectada, fazendo com que, inevitavelmente, comece a apresentar sinais e sintomas clínicos de infecções geralmente oportunistas. Esse período entre a infecção e o inicio dos sinais e sintomas de doenças oportunistas é bastante variado, entre 5 e 8 anos, podendo sofrer alterações conforme a virulência do vírus e a qualidade de vida do paciente”.

O infectologista explica que “não há sintomas específicos da doença, geralmente são iniciados com sinais inespecíficos como fraqueza, queda do estado geral, queda de disposição e perda de peso. Sintomas mais específicos como tosse, dor de cabeça e diarréia, já podem estar associados com doenças oportunistas e não à AIDS propriamente dita.

Prevenção

De acordo com Perez, “a AIDS é transmitida através do sangue e outros fluídos corpóreos contaminados pelo vírus HIV. Esses fluídos são: sangue, sêmen, líquido vaginal, líquor, liquido pleural e peritoneal. Urina, saliva, suor, lágrima e fezes não são infectantes, a menos que contenham expressiva contaminação com sangue”.

“A prevenção da doença se dá através de relação sexual protegida com camisinha, cuidados como o não compartilhamento de objetos cortantes e atenção quanto à procedência das técnicas de confecção de tatuagens e piercing”, conclui Perez.

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