Souza Cruz e JTI apresentaram propostas aceitas pelas entidades representativas dos produtores rurais

Após a terceira rodada de negociação do preço do tabaco para a safra 2018/2019, as entidades representativas dos produtores rurais de tabaco do Sul do País, que integram a Comissão para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação de Integração da Cadeia Produtiva do Tabaco (CADEC), assinaram protocolo com duas empresas fumageiras: a JTI e a Souza Cruz. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) foi representada na ocasião pelo presidente do Sindicato Rural de Irineópolis Francisco Eraldo Konkol que aprovou a assinatura do protocolo.

Com a JTI, o reajuste médio assinado foi de 4,5%. No protocolo, ficou acordado que a tabela de preços da safra 2018/2019 servirá de base para o início da negociação de preços para a safra 2019/2020. A Souza Cruz, que na reunião de janeiro havia ofertado um reajuste de 3,08%, aumentou esta oferta para 3,5%. A Comissão assinou o protocolo com a empresa, mantendo a cláusula de que esta também será a base para o início da negociação para a próxima safra.

Com a Philip Morris, a Comissão não firmou acordo para esta safra, por diferenças no cálculo do custo da mão de obra do produtor de tabaco e no percentual de aumento proposto, que ficou muito aquém da lucratividade necessária para o produtor. A questão da diferença no valor da mão de obra voltará a ser debatida em reunião da Fórum Nacional de Integração do Tabaco (Foniagro), aprovado de acordo com a Lei 13.288/2016 (Lei da Integração).

De acordo com Konkol, a assinatura dos protocolos com as duas empresas foi positiva para os produtores rurais que já iniciaram a comercialização da Safra de 2018/2019 e precisavam definir os preços. “Isso com certeza vai direcionar o mercado do tabaco para essa safra uma vez que são duas empresas que tem grande volume de compra de produção o que dará o ritmo de comercialização também para outras empresas”, ressaltou.

 “Tivemos ainda algumas divergências que com o tempo pretendemos acertar com base na lei da integração que regulamenta toda a negociação do sistema integrado. Estamos avançando, principalmente por meio da assessoria das federações e da CNA. Acredito que na próxima safra teremos novidades positivas”, complementou o presidente, ao lembrar que todas as negociações são feitas visando proteger a rentabilidade dos produtores e aumentar a qualidade de vida nas propriedades.

A Comissão de Representação dos produtores de Tabaco é formada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), e pelas Federações dos Sindicatos Rurais (Faesc, Faep e Farsul) e Federações dos Trabalhadores Rurais (Fetaesc, Fetaep e Fetag).

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